Uma das situações mais assustadoras para familiares de crianças autistas é a fuga repentina, conhecida como elopement.
Esse comportamento pode colocar a criança em sérios riscos, especialmente quando ela ainda não compreende o perigo ou tem dificuldade de comunicação.
Neste texto, vamos explicar o que é o elopement, por que ele acontece e como é possível prevenir fugas perigosas com estratégias seguras e eficazes.
O que é elopement?
O termo elopement é usado para descrever fugas ou tentativas de escapar de ambientes seguros, como a casa, escola ou locais públicos. No contexto do autismo, o elopement não é uma simples travessura, mas um comportamento que pode estar ligado a fatores como:
- Busca por um estímulo sensorial
- Tentativa de escapar de um ambiente incômodo ou confuso
- Curiosidade intensa por algum lugar específico
- Dificuldade em entender regras ou limites
- Impulsividade
Segundo o site do National Autism Association, cerca de 50% das crianças autistas já se envolveram em episódios de elopement, principalmente entre os 4 e 10 anos.
Quais são os riscos?
Crianças que fogem sozinhas podem acabar em situações muito perigosas, como atravessar ruas movimentadas, se perder em lugares desconhecidos ou se aproximar de corpos d’água, sem perceber o risco.
Além disso, muitas dessas crianças têm dificuldade de se comunicar ou não respondem ao próprio nome, o que dificulta ainda mais a busca.
Como prevenir o elopement?
A prevenção deve ser feita de forma respeitosa, sem punições ou traumas. Veja algumas estratégias úteis:
- Identifique os gatilhos
Observe quando e por que a criança tenta fugir. É sempre no mesmo lugar? Após alguma frustração? Entender os motivos ajuda a agir de forma mais direcionada. - Use medidas de segurança física
Fechaduras altas, sensores nas portas e alarmes simples podem alertar os adultos quando a criança tenta sair. Essas barreiras são importantes, mas devem ser combinadas com acompanhamento terapêutico. - Trabalhe a comunicação
Crianças com dificuldade de fala podem se beneficiar de comunicação alternativa, como figuras, gestos ou aplicativos. Quando conseguem se expressar melhor, a chance de fuga diminui. - Ensine noções de segurança
Mesmo que a criança tenha limitações, é possível ensinar, de forma repetitiva e visual, que certas ações são perigosas. Vídeos educativos, histórias e simulações ajudam bastante. - Oriente todos ao redor
Escolas, cuidadores, vizinhos e familiares devem estar cientes do risco e saber como agir rapidamente caso a criança fuja. - Considere o uso de identificação
Pulseiras, plaquinhas ou dispositivos com GPS podem ser aliados importantes para casos em que a fuga acontece com frequência.
Quando procurar ajuda?
Se a fuga for recorrente, é importante buscar o apoio de profissionais como psiquiatra infantil, terapeuta ABA e terapeuta ocupacional. Esses especialistas podem ajudar a entender o comportamento e criar estratégias específicas para cada caso.
Com informação, apoio e acompanhamento especializado, é possível reduzir os riscos e proteger a criança com amor e respeito.
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