Quando falamos em tratamento em saúde mental, muitas pessoas pensam apenas em medicação ou psicoterapia. Mas existe um pilar fundamental que, muitas vezes, é negligenciado: o movimento.
A atividade física não é apenas uma aliada do corpo — ela exerce um impacto direto e poderoso sobre a mente.
Neste post, vamos entender por que o movimento pode ser considerado parte do tratamento em saúde mental e como ele contribui para o bem-estar emocional de crianças, adolescentes e adultos.
Corpo e mente estão conectados
O cérebro é um órgão profundamente influenciado pelo corpo. Durante a atividade física, ocorre a liberação de neurotransmissores como endorfina, serotonina e dopamina, substâncias diretamente relacionadas ao prazer, à motivação e à regulação do humor.
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, a prática regular de exercícios físicos está associada à redução de sintomas de ansiedade, depressão e estresse, além de melhorar a qualidade do sono e a autoestima.
Atividade física como parte do tratamento psiquiátrico
A atividade física não substitui o acompanhamento médico ou psicológico quando eles são necessários, mas funciona como um complemento terapêutico extremamente eficaz.
Estudos mostram que pessoas fisicamente ativas tendem a:
- Apresentar menor risco de depressão;
- Ter melhor controle da ansiedade;
- Melhorar a concentração e a memória;
- Regular o sono e o apetite;
- Desenvolver maior sensação de autonomia e autoconfiança.
Segundo o DSM-5, transtornos mentais envolvem alterações no humor, no comportamento e no funcionamento global do indivíduo — e o cuidado precisa ser integral, considerando hábitos de vida e rotina diária.
Benefícios para crianças e adolescentes
Na infância e adolescência, o movimento tem papel ainda mais relevante. Além de contribuir para a saúde mental, ele ajuda no desenvolvimento emocional e social.
Em crianças com TDAH, por exemplo, a atividade física auxilia na redução da hiperatividade, melhora o foco e favorece a autorregulação.
Já em quadros de ansiedade e depressão, o exercício ajuda a aliviar tensões, melhorar o humor e reduzir o isolamento.
Movimento não precisa ser performance
É importante reforçar: atividade física não é sinônimo de alta performance. Caminhar, brincar, dançar, andar de bicicleta ou praticar esportes de forma lúdica já trazem benefícios significativos.
O mais importante é que o movimento seja:
- Prazeroso;
- Compatível com a idade e a condição física;
- Inserido na rotina de forma possível e sustentável.
Quando o exercício vira obrigação ou fonte de cobrança excessiva, ele perde seu efeito terapêutico.
Como você conferiu neste texto, o movimento é uma ferramenta poderosa no cuidado da saúde mental. Mover o corpo é, também, uma forma de tratar a mente.
Quando integrado ao acompanhamento psiquiátrico e psicológico, o exercício físico contribui para mais equilíbrio emocional, qualidade de vida e bem-estar.
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