Transtorno de Apego Reativo em crianças? Entenda o que é.

Você conhece o Transtorno de Apego Reativo em crianças?

Esse transtorno é relativamente incomum, mas quando acomete as crianças pode gerar prejuízos em todos os âmbitos da vida.

Portanto, é fundamental conhecer o transtorno, entender seus sintomas e como evitá-lo, a fim de promover mais bem-estar na infância.

Afinal, nossas crianças precisam se sentir cuidadas e amadas!

Então, saiba tudo sobre o Transtorno de Apego Reativo em crianças.

O que é o Transtorno de Apego Reativo em crianças

transtorno de apego reativo em crianças

O Transtorno de Apego Reativo afeta principalmente os bebês e crianças e é causado por situações traumáticas e difíceis.

Essa condição acomete crianças que podem ter sofrido negligência ou maus tratos, ou não conseguiram estabelecer laços com seus cuidadores. Inclusive, pode manifestar-se em crianças que vivem em abrigos ou passaram por adoção.

A infância — principalmente até os 5 anos — é uma fase formadora da vida afetiva e regulação de emoções da criança.

Assim, se algum episódio traumático ocorre fazendo com que ela não consiga desenvolver essas habilidades na hora certa, no futuro ela terá mais dificuldade para desenvolver vínculos afetivos.

Além disso, uma criança que desenvolve o transtorno tem baixa autoestima, pode desenvolver depressão e até transtornos de aprendizagem.

Por isso, é fundamental ficar atento aos sintomas do Transtorno de Apego Reativo e intervir quando for necessário.

Principais Sintomas

Conheça os sintomas mais comuns:

  • Sentimento de rejeição e abandono;
  • Dificuldade de demonstrar afeto;
  • Falta de empatia;
  • Insegurança;
  • Timidez;
  • Agressividade sem explicação;
  • Ansiedade;
  • Não expressar emoções como remorso, culpa ou arrependimento;
  • Não fazer contato visual;
  • Evitar contato físico;
  • Infelicidade sem motivo aparente;
  • Desapego;
  • Afastamento;
  • Buscar afeto de maneiras perigosas.

Antes de realizar o diagnóstico para o transtorno a partir desses sintomas, é preciso excluir o diagnóstico do TEA.

Como prevenir o Transtorno de Apego Reativo em crianças

Alguns atos realizados pelos cuidadores podem diminuir os sintomas e até mesmo prevenir o transtorno:

  • Se envolver mais na rotina da criança, demonstrando interesse em suas brincadeiras e tentando conversar sobre os assuntos que gosta;
  • Ficar atento aos bebês, pois eles se expressam de maneiras diferentes quando precisam de algo. Por exemplo, há diferentes tipos de choro — e, em muitos casos, deixar a criança chorando no berço não é a melhor solução;
  • Tomar cuidado com a forma que responde a criança, mostrando-se receptivo e com fala gentil;
  • Estar presente em momentos importantes, como situações que podem gerar insegurança na criança.

Tratamento

Esse transtorno não pode ser completamente curado, mas pode ser tratado por um psiquiatra.

Com o auxílio do psiquiatra, a criança consegue desenvolver relações de confiança com as pessoas e se aproximar mais de seus cuidadores.

Além disso, os cuidadores também são acompanhados para aprender maneiras de melhorar o contato com as crianças.

Em alguns casos, também é necessária a atuação de assistentes sociais para compreender o contexto em que a criança está inserida.

Então, caso você perceba algum dos sintomas do Transtorno de Apego Reativo em crianças, marque uma consulta com psiquiatra! Entre em contato com a Dra. Jaqueline Bifano e agende seu atendimento.

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