O autismo é genético? Veja a resposta aqui.

Autismo é genético? É possível herdar o TEA? Quais são as causas mais comuns?

No artigo de hoje, vamos explicar os principais fatores que influenciam a causa do Transtorno do Espectro Autista (TEA), os sintomas e como fazer o tratamento.

Então, siga com a gente para compreender se autismo é genético.

Entenda a causa do autismo

Fatores ambientais

Os fatores ambientais, como infecções, medicamentos utilizados durante a gravidez, gases poluentes presentes no ar ou baixo peso ao nascer, entre outros, podem ser possíveis causas.

Fatores de gênero

Estima-se que o TEA é quatro vezes mais frequente no sexo masculino que feminino. Assim, a questão do gênero também pode influenciar.

Fatores genéticos

Os fatores genéticos influenciam muito na causa do autismo, podendo estar associados a distúrbios pré-existentes ou mutações.

Algumas mutações podem ser herdadas, enquanto outras acontecem espontaneamente, durante o desenvolvimento da criança.

Ou seja: sim, autismo pode ser genético.

Entenda melhor os fatores genéticos a seguir.

Autismo é genético?

autismo e genética

Os estudos sobre os fatores genéticos do autismo iniciaram com gêmeos, em 1977. E, desde então, seguem analisando dados sobre as causas genéticas do autismo. Portanto, para responder a essa pergunta, vamos utilizar dados coletados em pesquisas e disponíveis no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais.

  • De acordo com o DSM-5, as estimativas de herdabilidade do autismo estão entre 37% e 90%.
  • Quando um gêmeo idêntico é diagnosticado com o transtorno, o outro tem 80% de chance de receber o mesmo diagnóstico. Entre gêmeos fraternos, essa taxa é de 40%.
  • A presença de um indivíduo com TEA na família aumenta consideravelmente a chance de uma criança obter o diagnóstico.
  • Quando os pais têm mais de 40 anos, há maior chance de nascer uma criança autista.
  • De acordo com uma pesquisa publicada pela Jama Psychiatry e feita com mais de 2 milhões de pacientes, 80% dos casos são genéticos.
  • Sobre os casos de possíveis mutações genéticas, o percentual é muito menor, chegando a 15%.

A partir de todos esses dados, é possível concluir que, mesmo existindo outras causas possíveis, a maioria dos casos se dá por fatores hereditários.

Tratamento

Devido às diversas causas possíveis, o tratamento do TEA é multidisciplinar, e envolve vários profissionais como psiquiatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e pedagogo.

Esse tratamento é fundamental para que o paciente consiga desenvolver as habilidades motoras e sociais. Portanto, através das terapias aliadas aos medicamentos, o paciente passa a ter mais autonomia na vida.

Além disso, é importante que o acompanhamento seja feito com um psiquiatra especialista, pois tanto o diagnóstico quanto o tratamento são bastante delicados e específicos. Então,  são feitos levando em conta o grau de autismo e necessidades específicas de cada paciente.

Logo, se em sua família há um caso de autismo, fique atento. Isso é essencial para que seja feito um diagnóstico precoce, e o tratamento possa iniciar logo na primeira infância.

E se você está buscando uma psiquiatra experiente em TEA e diagnóstico na infância, entre em contato com a Dra. Jaqueline Bifano para agendar uma consulta.

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